sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Lamento.


A sensação de hoje prende-se apenas com um sentido de desprendimento total.

Quando alguém nos diz "finalmente livre", alguém a quem sentimos a nossa alma de alguma forma acorrentada e nem sempre da melhor forma, ficamos doridos, como de uma picada de glicémia se tratasse - aparentemente indefesa mas profunda o suficiente para deixar marca e mazela.
Pois bem, o tempo passa e, como a vida é engraçada, chegado é o dia em que somos nós próprios a dizer... Finalmente livres! :) É curiosa a sensação...
Não sei se realmente é sensação de liberdade total ou se, pura e simplesmente, o cansaço e a rotina já não nos deixam sentir a dor que determinadas situações causariam. Talvez amanhã, quando um novo dia começar, saibamos.

Existem pressentimentos...
O coração é um bom gps sentimental. Às vezes, só às vezes, e se não for usado com cuidado, pode tornar-se numa câmara na mão de uma realizador de cinema. Se usado com cuidado, poder ser útil,
Se em relação a determinadas situações tenho conseguido obter alguma imunidade, em relação a outras nem por isso... Os pressentimentos! Ao contrário da grande maioria das pessoas, detesto ter razão. Detesto andar à semanas com aquela sensação de que sei que algo se passa, num dia a meio do trabalho e por mero acaso, aceder à net, e perceber que muito provavelmente terei razão. Aí sim machuca! Porque palavras nem sempre chegam cá dentro, mas actos sim!
Mais uma vez, é inevitável a sensação de ridículo.

Como a vida não mais é que uma passagem, e por sorte, tudo passa e aqueles momentos de quase pânico cessam. No final do final, apenas resta a sensação de desprendimento total...


Contra isto fazer o quê?
Nada, absolutamente nada! Até porque tudo o que tem sido feito para além do final, apenas trás desgaste e uma enormíssima sensação de ridículo!

Lamento por umas horas de sorrisos perdidos, só. Continuarei no meu mais recente estado de felicidade, melhor, FELICIDADE (com as letras todas grandes lol)!


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